Seu Sorriso

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Vai um chá? Os dentes agradecem.

Vai um chá aí?
De preferência, o verde ou o preto, feitos da Camellia sinensis. Essas infusões reforçam a dentição, garante um trabalho recém-publicado na revista científica americana General Dentistry. Os pesquisadores notaram que ambas as bebidas ajudam a barrar a erosão dentária provocada pela ingestão de refrigerantes, por exemplo. “Quando nos alimentamos, o pH da boca fica ácido e, com isso, o esmalte dos dentes perde minerais”,  “O chá apresenta justamente um efeito remineralizador”. 



Os dois chás contam ainda com compostos antioxidantes e óleos essenciais que erguem as defesas da boca. “Assim, podem atuar contra alguns tipos de bactéria envolvidos na cárie e na periodontite”. Para tirar proveito, experimente uma xícara depois das refeições — só dispense o açúcar, por favor.


Luiz Sampaio Figueiredo.
(31) 3082-8140

domingo, 1 de junho de 2014

Doenças bucais comprometem rendimento esportivo

Não são raros os casos em que os atletas de alto rendimento – ou até mesmo aquele atleta de final de semana – parecem mais cansados, indispostos ou com dores. Resultado: acabam não dando o melhor de si fisicamente e não obtêm o retorno que desejam nas práticas esportivas, seja dentro de campo, na corrida, nas quadras ou na piscina.

Os problemas mais comuns que acometem os atletas, a ponto de prejudicar o rendimento, são a cárie por conta da dor , a doença periodontal pelo quadro infeccioso , disfunções da articulação temporomandibular (ATM) que pode originar cefaleias insuportáveis e a respiração bucal que traz uma ineficiência do aproveitamento do oxigênio pelo organismo
O cirurgião-dentista, Fernando Aparecido Kawaguchi, especialista em dentística, explica que os problemas mais comuns que acometem os atletas a ponto de prejudicar o rendimento são a cárie, doença periodontal, disfunções da articulação temporomandibular (ATM) e respiração bucal. “A cárie por conta da dor que pode causar. A doença periodontal avançada, pelo quadro infeccioso, diminui a resistência do organismo e pode debilitar um atleta. A disfunção da articulação pode originar cefaleias insuportáveis”, diz.
Ele explica que, como em toda infecção bucal, há queda da resistência do organismo. “Quando as defesas do corpo estão comprometidas, surge um círculo vicioso, pois a pessoa com infecção bucal se alimenta mal, dorme mal, perde a concentração e esses são fatores determinantes para bons resultados nos esportes”, salienta. Segundo Kawaguchi , existem estudos, inclusive, que apontam que doenças periodontais muito severas podem levar a maiores riscos de infartos e derrames pela alteração de taxas de triglicérides no sangue.
Além disso, respirar pela boca durante a atividade traz uma ineficiência do aproveitamento do oxigênio pelo organismo e, por isso, atletas com essa deficiência não alcançam o pleno estágio físico que certas modalidades esportivas exigem. “Dessa forma é fundamental que o atleta tenha também uma boa saúde bucal para não interferir no seu desempenho esportivo”, aponta.
Alexandre Barberini, membro da Comissão de Odontologia do Esporte da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD), diz que os pacientes acometidos por infecções à distância, possuidores de válvulas cardíacas defeituosas ou com doenças cardiovasculares podem adquirir uma doença chamada 'endocardite bacteriana', que é a infecção mais grave que acomete a cavidade oral e o coração. “Caracteriza-se pela formação de uma massa de bactérias e coágulos sanguíneos, que se alojam nas válvulas cardíacas podendo levar à morte. Cerca de 40% dos casos são ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC)”, diz. 
Um exemplo disso é do atleta do basquete Laurence Scott Young que jogava pela equipe de Santos e faleceu em virtude de uma infecção generalizada, iniciada devido a um problema dentário. A causa da morte foi uma endocardite bacteriana, que teve origem em uma infecção bucal. 
Testando limites
Levar o corpo a extremos sempre traz riscos. Como os atletas estão sempre em busca de superação, as lesões decorrentes da queda da resistência corporal são frequentes. Também é comum que, em práticas esportivas, as pessoas tenham mais bruxismo (ranger ou apertar dos dentes) que pode piorar com má oclusão – quando não há o encaixe correto das arcadas superior e inferior. 
Barberini completa que alguns problemas de postura são potencializados quando o atleta possui disfunção da articulação temporomandibular (ATM). “Os casos de apertamento dental em esportes como levantamento de peso, musculação, atletismo e lutas podem causar fraturas dentárias, dores nas articulações e musculares, até problemas ósseos, gengivais e de canal”, acrescenta.

Outros riscos ocorrem nos esportes de impacto que podem causar traumas e para os nadadores, que estão passíveis de sofrer erosão dental pela quantidade de agentes químicos utilizados nas piscinas. 


Conheça 5 efeitos do estresse na saúde bucal

Contas para pagar, chefe, trânsito. Muitos são os gatilhos para desencadear o estresse e, a partir daí, as consequências para organismo são inúmeras. Na saúde bucal, o mal pode causar periodontite, bruxismo, halitose, aftas e cáries.

Para começar a conversa, é preciso esclarecer que a irritação de um dia ruim na maioria das vezes causa apenas nervoso. O estresse é a resposta psicológica e hormonal para situações que demandam adaptação extrema. Por exemplo, ao se deparar com uma situação de perigo, como um animal faminto, nossos ancestrais precisavam defender-se. Tanto para atacar quanto para fugir, o corpo passa por um processo – o batimento cardíaco acelera para bombear mais sangue, há um aumento da respiração e da pressão arterial, entre outros. 
A realidade agora é diferente, em vez de animais ferozes é preciso enfrentar pressão do trabalho, correria do dia-a-dia, problemas modernos. Ainda assim, ao menor sinal de ameaça, o corpo se prepara da mesma forma para lutar ou fugir, liberando uma série de mediadores químicos, como a adrenalina. O problema é que como não reagimos fisicamente, correndo ou lutando, as substâncias liberadas no sangue não têm função. 
Após muitas situações de adrenalina, algumas pessoas começam a sinalizar falta de disposição e energia, alteração de humor e do sono, hipertensão, problemas de pele. Essas reações mostram que o corpo não vai bem e, sem os devidos cuidados, a consequência é a exaustão que afeta os sistemas imunológico, endócrino, nervoso e o comportamento. “O estressado se sente responsável por tudo, acredita que sem a sua atuação a vida dele e de muitas outras pessoas não funcionaria bem”, diz a psicóloga Miriam Barros.

Segundo a especialista, ao contrário do que pensam, o estresse não é doença de pessoas fracas. “Na maioria das vezes o estresse acomete pessoas que querem dar conta de tudo e, geralmente, são bastante competentes em resolver problemas”, afirma Miriam.
Saúde bucal
O estresse libera hormônios como hidrocortisona e cortisol, além de produzir um alto nível de adrenalina. Essas substâncias são responsáveis por regular funções corporais, como o sistema imune, que pode desencadear efeito pró ou anti-inflamatório. O estresse desencadeia um efeito pró-inflamatório, o que, aliado aos maus hábitos de higiene bucal, tornam o ambiente propício para o aparecimento da doença periodontal e aftas. 
O que prejudica ainda mais a saúde bucal são os maus hábitos que a pessoa estressada tende a adquirir ou aumentar, como o consumo de álcool, tabaco e negligência da higiene oral, que é um prato cheio para a cárie e halitose. A tensão emocional também pode acarretar em bruxismo – ranger dos dentes – que causa desgaste dos dentes, distúrbios na articulação temporomandibular e danos ao tecido gengival e ao osso mandibular.

Um estudo publicado no periódico 'Journal of Personality and Social Psychology' mostra que as pessoas são igualmente propensas a hábitos positivos ou negativos quando estão sob pressão. Ou seja, o estresse potencializa hábitos ruins e bons, depende o que cada um está habituado a fazer. Quem come mal tende a comer ainda mais coisas que fazem mal e quem gosta de ir à academia, por exemplo, malhará ainda mais.
“A pessoa estressada negligencia o que não é hábito para ela, quem é já é consciente sobre a boa higiene bucal, ao passar por um período de estresse, tende a não negligenciar a saúde oral”, explica o cirurgião-dentista Giuseppe Romito, professor da Faculdade de Odontologia da USP. 
Para deixar o estresse pra lá
- Tenha boas noites de sono
- Cuide da saúde
- Alimente-se de forma saudável
- Faça atividades físicas
- Tenha momentos de prazer